O mapa que inventou o Brasil

A história


Costuma-se pensar que os mapas são feitos para que se possa visualizar um território previamente definido. E de fato, em geral, é assim. Mas esse não foi o caso do Brasil. Quem conta a história, que se desenrola ao longo da primeira metade do século 18, é Junia Ferreira Furtado, vencedora da oitava edição do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica.Acontecia que o Tratado de Tordesilhas, celebrado entre Portugal e Espanha em 1494, não dava mais conta da realidade territorial resultante da ocupação do continente americano pelos dois países ao longo dos séculos 16 e 17.
Os conflitos nas áreas próximas à linha imaginária de Tordesilhas se agravavam. Teve início, então, a busca de uma solução definitiva para as possessões espanholas e portuguesas na América.
As negociações decorrentes culminaram na assinatura do Tratado de Madri, em 1750, que aboliu o meridiano de Tordesilhas e definiu as novas fronteiras das terras americanas dos dois países naquele período.
Para mostrar de que forma deu-se a invenção do território brasileiro, a professora Júnia Furtado Ferreira, da Universidade Federal de Minas Gerais, estuda a parceria intelectual entre o representante diplomático de Portugal na França, dom Luís da Cunha, e o cartógrafo francês Jean-Baptiste Bourguignon d’Anville, voltada para a elaboração da Carte de l’Amérique méridionale, mapa que consubstanciava o projeto geopolítico advogado por Portugal para as suas possessões na América.
A elaboração desse documento teve início em 1720 e desdobrou-se ao longo de três décadas. Como nos diz a autora, o mapa inventa o Brasil e dá ao nosso país feições muito próximas ao que hoje constitui o território brasileiro.

O livro


Resultado do projeto vencedor do Prêmio Odebrecht de Pequisa Histórica em 2011, O mapa que inventou o Brasil vem a público no ano em que o Prêmio completa 10 anos.
Nesse período, cerca de 1.500 projetos de pesquisa foram encaminhados por graduados, mestres, doutores e pós-doutores de todas as regiões brasileiras, levando o Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica a firmar-se como uma importante iniciativa de natureza cultural.
Publicado pela Versal Editores, O mapa que inventou o Brasil é um livro de arte, com 456 páginas, ilustrado com imagens dos séculos 16, 17, 18 e 19. Mede 26 cm x 32 cm e é protegido por um invólucro especial.

O lançamento do livro pela Versal Editores será em Belo Horizonte, em 5 de dezembro de 2013, às 19h na Livraria Mineiriana.


6. Mapa emocional do Mundo
Pessoas nos países em amarelo são os menos propensos a relatar suas experiências emocionais de qualquer tipo, positivas ou negativas. Países roxos são onde as pessoas relatam experimentar a maioria dos sentimentos. Se você é surpreendido ao ver que os Estados Unidos estão entre os países mais emocionais do mundo (mas longe de ser n º 1) ou quer saber por que algumas regiões são tão sem emoção, você pode ler tudo sobre ele aqui.

7. Mapa desenhado por missionários sobre a África, cerca de 1808.
Eu tenho este que paira sobre a minha mesa, em parte por causa de seu apelo como um documento histórico, mas também como uma lembrança do legado colonial na África, que as potências europeias dividiram um século atrás, com pouco respeito pela forma como africanos realmente queria ser agrupados. Essas fronteiras arbitrárias ainda estão conosco hoje, em parte porque os líderes africanos concordaram em não disputar-los quando eles conquistaram a independência. As fronteiras contribuíram significativamente para o conflito e instabilidade no continente, porque existem tantas comunidades diferentes forçados a viver juntos. Saiba mais aqui.

8. Onde as pessoas são mais e menos tolerantes 
Este mapa infere a tolerância racial com base em uma pesquisa que pediu que as pessoas respondessem como eles estariam dispostos a viver ao lado de alguém de uma etnia diferente. Países vermelhos são onde as pessoas estavam mais propensos a dizer que não querem um vizinho de uma raça diferente. O mapa sugere algumas grandes e potencialmente surpreendentes lições de como as etnias são tratada em todo o mundo. Mas é uma imperfeita (e controversa) métrica, assim como ler estas cinco idéias de um especialista em conflitos étnicos no mapa e que ele nos diz.

9. Países com mais ou menos diversidade étnica do mundo
Saiba mais sobre o mapa da diversidade aqui.

10. Onde as pessoas se sentem mais ou menos amadas
Países em vermelho são onde as pessoas se sentem mais amadas; países em azuil são onde eles se sentem menos amados. Aqui está a história por trás daqueles mais tristes, os mais azuis pontos no mapa.

Tradução livre do texto original completo:

Mapas do mundo são tipicamente escritos com a linguagem do telespectador em mente. Mas o zoomable endonym Mapa tem uma abordagem diferente, escrevendo o nome de cada país em uma das suas próprias línguas.



Aqui está a descrição oficial:

Um endonym é o nome de um lugar, sítio ou local na língua das pessoas que ali vivem. Esses nomes podem ser designada oficialmente pelo governo local ou podem simplesmente ser amplamente utilizados.

Este mapa ilustra endonyms dos países do mundo em suas línguas oficiais ou nacionais. Nos casos em que um país tem mais de uma língua nacional ou oficial, a linguagem que mais utilizada pela população local é mostrada.

É um projeto em evolução, com o cartógrafo fazendo ajustes com base em correções, alterações linguísticas e descobertas geográficas. (Você pode enviar para o cartógrafo os erros que detectar.) Há também uma lista completa dos países e idiomas usados ​​no site do mapa. 

Conheça mais sobre o projeto no site http://endonymmap.com/


Sobre

Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
História da Cartografia: o mundo em imagens. Blog criado para ser um espaço de divulgação de pesquisas, eventos e curiosidades sobre a História da Cartografia no Brasil e no mundo. A ideia surgiu ao longo do desenvolvimento da pesquisa de mestrado, em história na UFMG.

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