Recentemente, vários casos de mortes provocadas por armas de fogo reacenderam um velho tema nos EUA: o controle sobre a venda e o porte de armas. Nesse interessante mapa, podemos ver a espacialização desses casos. Segue também a reportagem



Where do Americans die by gunfire? (interactive)

By Steve Suo | The Oregonian/OregonLive 
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on October 07, 2015 at 5:00 AM, updated October 12, 2015 at 10:52 AM


UPDATED 10/12: See our longer post on thelinks between gun ownership and gun death rates. We also have created a chart breaking out suicides versus homicides and an infographic comparing gun deaths versus deaths by other means. 
U.S. deaths by gunfire -- suicides, homicides and accidents -- numbered 33,636 in 2013, according to the Centers for Disease Control and Prevention.
What's striking is how widely the death rate varies from one part of the nation to the next.
A map of data from the CDC at the county level shows some dramatic differences. [EDITOR'S NOTE: Specifically, we used smoothed county death rates as calculated by the CDC.]
To some degree the split is urban vs. rural. But it is also northern California vs. southern. Northern Utah versus southern. Border counties in Texas had few gun deaths; other parts of the state had a lot.
New England and the Midwest were relatively low on the scale of gun deaths. Vast, vast sections of the South experience very high rates of death by gun. Rural Oregon and other major swaths of the non-urbanized West were disproportionately hit by firearm fatalities.

 http://projects.oregonlive.com/ucc-shooting/gun-deaths

Here's what we know at this point. Oregon's rural gun death rate seems somewhat driven by suicides; about 4 in 5 Oregon gun deaths is a suicide, compared to roughly 65-35 suicide and homicide nationally.
The Oregonian/OregonLive is preparing a broader story on gun deaths and the factors that drive the rate higher in some counties, lower in others.
We'll have some stories later in the week drawing from academic research and the ground-level experience of people who live in urban and rural Oregon. In the meantime, let us know what you see in this map by sharing your comments below.
-- Steve Suo
-- Interactive map by Mark Graves

CORRECTION: The ratio of gun suicides to gun homicides nationally is roughly 65-35. An earlier version of this post contained incorrect numbers.

http://www.oregonlive.com/data/2015/10/where_do_americans_die_by_gunf.html






Carta da antiga Tenochtitlan, (Cidade do México)
Autor desconhecido
Nurenberg, 1524
Newberry Library, Chicago.


Trecho de uma das cartas de Hernan Cortez, escritas em 1519, para os reis da Espanha, contando a chegada do conquistador na cidade:

"Parti desta cidade no outro dia e a mais légua entrei por uma calçada que vai por meio desta lagoa, até alcançar a grande cidade de Tenochtitlán, que está fundeada no meio da dita lagoa. Esta calçada é tão larga como duas lanças e tão bem trabalhada que podem ir por ela até oito cavalos lado a lado. Ao longo destas duas léguas da dita calçada estão as três cidades. Uma chamada Mesicalsingo, de três mil pessoas, fundeada quase toda dentro da lagoa; outra, chamada Niciaca, de três mil habitantes, e mais Huchilohuchico, de cinco mil, ambas situadas na margem da lagoa, mas com muitas casas dentro d’água. Todas com muito boas casas e torres, em especial as dos senhores principais, assim como as mesquitas e oratórios onde tem seus ídolos." 

Historica Cartographica Brasilis in Biblioteca Nacional: tesouros dos séculos XV ao XX


A exposição "Historica Cartographica Brasilis in Biblioteca Nacional" propõe ao visitante um panorama do processo histórico da cartografia no Brasil.
A exposição mostra, em linhas gerais, a evolução da cartografia do Ocidente, começando com a Antiguidade Clássica, a Geografia de Estrabão – geógrafo e historiador grego; estendendo-se pela Idade Média e chegando ao Renascimento, período em que a ciência cartográfica experimenta um grande impulso, decorrente da invenção da imprensa, das descobertas ultramarinas e da redescoberta da Geografia de Ptolomeu.
A partir do século XVI, inicia-se a cartografia histórica do Brasil, com as primeiras representações que fazem parte dos planisférios ou mapas das Américas nas edições da Geografia de Ptolomeu e obras de viajantes. Do final desse ao terceiro quarto do século XVII, surgem os mapas que exibem a ampliação do território e a defesa do litoral contra as investidas dos franceses, holandeses e ingleses.
A exposição traz também cartas, do final do século XVII e do início do XX, que mostram a expansão para o interior do Brasil; as demarcações de fronteiras em decorrência dos tratados; a defesa do território e levantamentos hidrográficos e geográficos do país pelos astrônomos, geógrafos e engenheiros militares.


Fonte: https://www.bn.br/acontece-bn/agenda/2015/07/historica-cartographica-brasilis-biblioteca-nacional

Especialistas de todo o mundo visitam exposição Historica Cartographica Brasilis


Cerca de 60 participantes da pré-conferência Symposium on Atlases, Topography and the History of Cartography [em tradução livre, Simpósio sobre Atlas, Topografia e a História da Cartografia], que aconteceu de 19 a 21 de agosto no Rio de Janeiro, participaram da visita à exposição Historica Cartographica Brasilis, onde foram recebidos pela chefe da Divisão de Cartografia da Biblioteca Nacional, Maria Dulce de Faria. Segundo ela, a data da mostra foi definida de forma a coincidir com o evento. “Escolhemos a dedo as 40 peças mais belas e significativas do nosso acervo para mostrar aos visitantes do mundo todo”, contou Dulce. A pré-conferência antecede o 27th International Cartographic Conference (ICC) [em tradução livre, 27ª Conferência Internacional de Cartografia], realizada pela primeira vez no Brasil, de 23 a 28 de agosto.

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Participantes do evento internacional Pre Conference Symposium on Atlases, Topography and the History of Cartography posam na escadaria situada na entrada principal da Biblioteca Nacional.
Participantes do evento internacional Pre Conference Symposium on Atlases, Topography and the History of Cartography posam na escadaria situada na entrada principal da Biblioteca Nacional.
Os membros do comitê organizador do simpósio Cláudio João Barreto dos Santos e Ana Cristina Rocha Resende conduziram o grupo pela primeira visita técnica do dia, que depois seria seguida por uma ida ao Museu Naval. Para Ana Cristina, funcionária da Diretoria de Geociências do IBGE, o que mais chamou a atenção na exposição Historica Cartographica Brasilis in Biblioteca Nacional foi a qualidade do acervo e o ótimo estado de conservação das peças. Já Cláudio João, que além de funcionário aposentado do IBGE também é professor adjunto da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), se impressionou com a primeira edição da Geographia de Ptolomeu, de 1486, que mostra a primeira projeção cartográfica: “dei aulas sobre isso toda a minha vida e nunca tinha visto essa peça, nem tinha ideia que ela fazia parte do acervo da Biblioteca. Estou impressionado com a qualidade da coleção”, disse ele.
Os visitantes estrangeiros também elogiaram a mostra. O organizador da pré-conferência, membro da Atlas Comission da ICC e representante da Academia Austríaca de Ciências, Peter Jordan, gostou da oportunidade de ver mapas antigos da América do Sul, especialmente do período colonial. “Também achei interessante observar os nomes antigos das localidades, já que uma das minhas especialidades é a toponímia”, explicou. Para o professor da Universidade do Texas Imre Demhardt, que ministra a disciplina História da Cartografia, o destaque da coleção foram os mapas da região amazônica do século XVIII, baseados parcialmente em relatos orais.

Fonte: https://www.bn.br/noticia/2015/08/especialistas-todo-mundo-visitam-exposicao-historica


Livro conta surgimento do mapa da América do Sul que definiu o território do país

Após tempo de pesquisa nos arquivos da Biblioteca Nacional da França, historiadora Júnia Furtado autografa 'O mapa que inventou o Brasil'

Ana Clara Brant - EM Cultura
Publicação:05/12/2013 07:40Atualização:05/12/2013 07:53



O cartógrafo Jean-Baptiste Bourguignon d%u2019Anville em seu gabinete (Fotos: Versal Editores/reprodução)
O cartógrafo Jean-Baptiste Bourguignon D'Anville em seu gabinete

“Que vagueie quem quiser vaguear. Que veja a Inglaterra, a Hungria, a França e a Espanha. Eu me contento em viver em minha terra natal (…) E isso é bastante para mim. Sem jamais pagar por um estalajadeiro (…). Sem jamais fazer juras quando os céus se iluminam de raios, irei saltando sobre todos os mares. Mais seguro a bordo de meus mapas que a bordo de navios.” Ariosto, 'Sátira 3'.

Trecho acima é a epígrafe de uma publicação que, mais do que contar uma história, reúne informações preciosas, documentos importantes, belas imagens e não deixa de ser obra de arte. 

'O mapa que inventou o Brasil', de Júnia Ferreira Furtado, professora e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), será lançado hoje em BH. Trata-se de uma pesquisa que se iniciou há uma década, envolvendo Brasil, Portugal, França, Alemanha e Estados Unidos, e resultou num trabalho completo sobre a cartografia. Aborda-se, principalmente, o processo de invenção do território brasileiro. 

O livro ganhou o Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica – Clarival do Prado Valladares, iniciativa da Organização Odebrecht, que completa 10 anos de apoio à pesquisa histórica e à produção editorial brasileira. As 458 páginas trazem um rico acervo de ilustrações cartográficas criadas entre 1697 e 1782.

Júnia estudou a parceria intelectual de dom Luís da Cunha, representante diplomático de Portugal na França, com o cartógrafo francês Jean-Baptiste Bourguignon d'Anville para elaborar a 'Carte de l’Amérique méridionale'. Esse mapa embasava o projeto geopolítico advogado por Portugal para suas possessões na América e deu ao território brasileiro configurações muito próximas das atuais.

PARIS 

A historiadora passou um ano debruçada sobre os mapas de D’Anville na Biblioteca Nacional da França, em Paris, onde se encontra a coleção completa do geógrafo. De acordo com Júnia, para elaborar esse mapa final da América do Sul – a Carta da América Meridional –, o francês chegou a usar 600 mapas diferentes. 

A elaboração do documento teve início em 1720 e se desdobrou ao longo de três décadas. Confinado em seu escritório, Jean-Baptiste d’Anville era capaz de produzir mapas de grandes extensões da terra, como países, continentes e planisférios, a partir da consolidação de diversas fontes. Ele deixou cerca de 211 mapas, manuscritos e impressos, além de 23 obras de natureza geográfica. 

“D’Anville nunca saiu de seu gabinete, o processo da época era assim. Ele juntava vários mapas para poder chegar a um resultado final. Muitas vezes, esses documentos eram até conflitantes. Uns são mais confiáveis porque neles foram utilizados instrumentos mais precisos; em outros ele consegue ter o aval das autoridades locais, então tem certeza de que pode utilizá-los. É como se fosse um quebra-cabeças bem complexo”, revela Júnia Furtado.

A carta original, que foi desenhada a lápis e tem dois metros de altura, ficou pronta em 1748. Até 1779, foram produzidas cinco edições diferentes. No livro da historiadora mineira há uma reprodução da Carte de l’Amérique méridionale para que o leitor possa compreender melhor a história e acompanhar como se deram os fatos. “Esse mapa é fundamental para que o leitor possa abri-lo e, à medida que for lendo, entenda como as coisas ocorreram. O mapa é o tema do livro. Não fazia sentido ele ser mera ilustração. O adendo é fundamental, serve para consulta”, explica.

A historiadora destaca a importância do Prêmio Odebrecht, pois graças a ele foi possível publicar um livro completo e caprichado. “Não teríamos como bancar essa pesquisa, bem como o acesso e a reprodução de todas as imagens que ajudam a entender o contexto da época. Foi necessário toda uma negociação com as instituições. Sem o prêmio, o projeto não se concretizaria dessa maneira”, conclui.

Edição de luxo

Pesando 4,2 quilos, a edição luxuosa e com projeto gráfico elaborado é ilustrada com imagens dos séculos 16 a 19. Medindo 26cm x 32cm, é protegida por invólucro especial. Chama a atenção sua bela capa metalizada. Júnia Furtado explica que ela teve inspiração histórica: antigamente, mapas eram feitos em papel e posteriormente impressos em metal. “A ideia era fazer  referência a isso: ao processo de produção cartográfica da época”, observa.

O MAPA QUE INVENTOU O BRASIL
De Júnia Ferreira Furtado Versal Editores, 458 páginas, R$ 249
>> Lançamento quinta-feira, das 19h às 22h, na Livraria Mineiriana (Rua Paraíba, 1.419, Savassi). Informações: (31) 3223-8092.

Nascido em São João del-Rei, Minas Gerais, em 1746, Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido pelo apelido Tiradentes, era parte de uma família de seis crianças e foi criado pelo irmão Domingos, que era padre, depois que seus pais morreram prematuramente.

No momento da conspiração mineira do final de 1788 e começo de 1789, ele era alferes nos Dragões de Minas, a força militar regular de Minas Gerais. Servia nos Dragões desde 1775. Mas, em 1788, ele ainda não havia obtido promoção e seu soldo não havia aumentado, e se vira preterido em quatro oportunidades de promoção em benefício de outros que ele definiu como "mais bonitos", ou que desfrutavam do apoio influente de parentes bem posicionados.

Ainda assim, Silva Xavier havia comandado o importante destacamento dos Dragões que patrulhava a estrada pela serra da Mantiqueira, no governo de dom Rodrigo José de Menezes. Mas o governador que o sucedeu, Luís da Cunha Meneses, retirou Silva Xavier desse lucrativo posto. Cunha Meneses era o "Fanfarrão Minésio" das "Cartas Chilenas", os versos satíricos escritos por Tomás Antônio Gonzaga entre 1786 e 1787.

Mapa da Capitania de Minas Gerais do final do século XVIII. O militar José Joaquim da Rocha fez vários mapas sobre a capitania de Minas Gerais nas décadas finais do século XVIII e também estava envolvido com a conspiração dos inconfidentes.


Silva Xavier era conhecido por sua competência como dentista, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Era amigo dos grandes contratadores de Minas, José Rodrigues de Macedo e Domingos de Abreu Vieira. Hospedava-se com Abreu Vieira e jogava cartas com ele. Abreu Vieira era padrinho de sua filha. Os contratadores controlavam as grandes fontes de receita de Minas Gerais, as "entradas" e os "dízimos", e pagavam (de maneira perfeitamente legal) uma proporção desse dinheiro como "propina" ao governador. Todos tinham pesadas dívidas para com o Tesouro Real, em 1788.

Tiradentes conhecia bem o Rio de Janeiro, tendo servido como parte de uma força militar enviada à capital do Vice-Reino em 1778. Ele estava no Rio em 1788, onde tinha tentado promover, sem sucesso, um esquema para fornecer água potável à cidade. Foi lá que conheceu José Álvares Maciel, que voltava da Europa. Maciel havia estudado na Universidade de Coimbra, em Portugal, e depois visitado a Inglaterra. Era filho de um rico contratador de Minas e sua irmã era casada com o comandante dos Dragões de Minas. Maciel havia trazido uma cópia da "Recueil des Loix Constitutives des États-Unis de l'Amérique", comprada em Birmingham.

Na volta para Minas, Tiradentes se hospedou com o coronel Aires Gomes na fazenda deste perto de Borda do Campo. Ele falou da república florescente que Minas se tornaria caso se libertasse de Portugal. Atacou os "governadores ladrões" e seus comparsas, que, segundo ele, "açambarcavam os cargos, riquezas e posições que deveriam por direito caber aos naturais da terra".
Tradução de PAULO MIGLIACCI
Kenneth Maxwell é historiador britânico graduado em Cambridge (Reino Unido) com doutorado em Princeton (EUA). Referência na historiografia sobre o período colonial brasileiro, foi diretor dos estudos latino-americanos no Conselho de Relações Exteriores (NYC) e diretor de Estudos Brasileiros na Universidade Harvard (EUA). Escreve às quintas na versão impressa da Página A2.


O geólogo Antônio Gilberto Costa, coordenador do Centro de Referência em Cartografia Histórica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é presença confirmada no fHist 2013. Também diretor do Museu de História Natural e do Jardim Botânico da universidade, ele participa da mesa "Cartografia e História: o mapa da mina", que será realizada em 21 de setembro, a partir das 9 horas. Em entrevista à equipe de comunicação do fHist, Antônio Gilberto Costa antecipa os tópicos centrais de sua apresentação no festival e fala sobre a importância da cartografia para o estudo e a pesquisa histórica.




Em entrevista à equipe de comunicação do fHist, ele antecipa os tópicos centrais de sua apresentação no festival e fala sobre a importância da cartografia para o estudo e a pesquisa histórica.

fHist - Quais tópicos centrais sobre a relação entre cartografia e história são importantes destacar e que o senhor abordará na mesa "Cartografia e História: O mapa da mina?"

A.G.C - A história anda registrada nos mapas (evolução de técnicas, ocupação de territórios etc.). Pretendo abordar aspectos sobre a evolução das técnicas e sobre os 300 anos de representação do território mineiro.

fHist - Em que contexto e porque o senhor se interessou pelos estudos sobre cartografia?

A.G.C - De meados até o final dos anos 1990, quando me ocupei da reforma da Casa da Glória (edificação histórica de Diamantina, que sedia o Instituto de Geociências da UFMG) e de questões relacionadas com a história do local e dos garimpos, procurei por informações e verifiquei a existência de um grande acervo de documentos cartográficos sobre Minas e de outras regiões ainda sem nenhuma pesquisa.

fHist - Como o senhor avalia o panorama da pesquisa brasileira sobre cartografia? Neste sentido, como o Brasil se posiciona em relação ao conhecimento sobre o tema produzido no exterior? O que podemos avançar?

A.G.C - A pesquisa ou a utilização da Cartografia História ainda é muito incipiente no Brasil. São poucos os pesquisadores envolvidos com o tema e, menor ainda é o envolvimento com cartografias de outras partes do mundo. E só verificar a nossa participação em eventos internacionais. Entendo que isso é decorrente da pouca ou nenhuma presença do tema no diferentes níveis de ensino no Brasil.

Leia entrevista completa acessando: www.festivaldehistoria.com.br 



Seminário do modo o mais fácil e o mais exacto de fazer as cartas geográficas

Seminário na UnB reune pesquisadores sobre a obra do cartógrafo Manuel de Azevedo Fortes


PROGRAMAÇÃO

Dia 6 de maio: Auditório da Biblioteca Central
Palestra de abertura, às 14h00
Prof. Dr. Jorge Cintra (USP): História das medições de longitude no Brasil


Comunicações, às 15h00
Fabiana Leo,  Carmem Rodrigues, Allan Kato e Leon Azevedo

Palestra de encerramento, às 17h00
Prof. Dr. José Flávio Castro (PUC-Minas): Georreferenciamento e vetorização de mapas do século XVIII



Dia 7 de maio:
A partir das 8h00 na área externa da Biblioteca Central realização da Expedição de mapeamento de parte do campus da UnB usando as técnicas da obra de Manuel de Azevedo Fortes

Palestras de abertura, às 13h40: Auditório da Biblioteca Central
Prof. Dr. Carlos Ziller (UFRJ) e Prof. Levy Pereira

Comunicações, às 15h40
Gustavo Borges de Almeida, Catarina Agudo e Leonardo Barleta

Palestra de encerramento, às 17h30
Junia Furtado (UFMG): "O mapa que inventou o Brasil"

Livro raro sobre a história mineira é lançado pela Fundação João Pinheiro


A reedição da obra Noções Geográficas e Administrativas da Província de Minas Gerais, organizada por Friedrich Renger, foi lançada ontem, dia 10 de abril, pela Coleção Mineiriana, da Fundação João Pinheiro, na Academia Mineira de Letras. O livro faz um resgate da história mineira e é um preciso instrumento de pesquisa sobre várias dimensões do passado do Estado.

Datada de 1863, a primeira edição da obra foi publicada por Henrique Gerber, engenheiro alemão a serviço do governo provincial. O documento foi um marco da fixação da representação cartográfica do Estado, sendo a segunda carta geográfica de Minas Gerais publicada na forma impressa e a primeira gravada em língua portuguesa. A reedição do livro é enriquecida por documentos iconográficos e cartográficos, particularmente pela Carta da Província de Minas Gerais.

Prof. Friedrich Renger
Segundo a coordenadora da Coleção Mineiriana, Maria Marta Araújo, a publicação é referência obrigatória para os pesquisadores atuais. “O livro e o mapa foram largamente utilizados em sua época por abordar de forma concisa os mais diversos aspectos da geografia e da vida social, econômica e administrativa da província de Minas Gerais. Dentro dos objetivos da coleção, esta obra colabora para o enriquecimento da história, da memória e da cultura do Estado e do Brasil”, afirmou.

De acordo com a presidente da Fundação João Pinheiro, Marilena Chaves, o livro é um marco para a Coleção Mineiriana, que completa 20 anos em 2013. “A obra foi cuidadosamente organizada e é especial por ser um registro histórico raro, além de contribuir de forma sólida e permanente para o resgate da cultura de Minas Gerais”, observou.

Para o apresentador do livro, Roberto Borges Martins, o projeto editorial é resultado de um levantamento minucioso do geólogo Friedrich Renger. “Essa obra maravilhosa só foi possível pelo envolvimento deste pesquisador rigoroso, tenaz e implacável, que fez um trabalho de extrema relevância ao resgatar o primeiro compêndio de geografia publicado no Estado”, garantiu.

Projeto - Para participar deste projeto editorial da Coleção Mineiriana, Friedrich Renger resgatou o livro original em uma biblioteca alemã. O pesquisador é amante da história e está muito satisfeito com o resultado do trabalho. “O meu interesse pela mineração e cartografia histórica prenderam ainda mais minha atenção para estudar a trajetória de vida e realizações deste engenheiro. Após dois anos de consulta a arquivos e relatórios das províncias, pude ligar todas as pontas desta história e concretizar o estudo crítico”, explica.

A publicação foi preparada com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e colaboração do Arquivo Público Mineiro e Instituto Cultural Amilcar Martins, que cederam as imagens de seus acervos.

Coleção Mineiriana - Programa editorial iniciado em 1993 pelo Centro de Estudos de Políticas Públicas da Fundação João Pinheiro, a Coleção Mineiriana completa 39 títulos lançados com esta obra. Os livros que compõem a coleção são edições atualizadas de manuscritos inéditos dos séculos XVIII, XIX e XX, obras fundamentais de referência e de pesquisa, traduções de textos de viajantes inéditos em português, reedições revistas de obras clássicas e de raridades bibliográficas da historiografia mineira, além de estudos e ensaios sobre temas de importância para o conhecimento de Minas Gerais e do país.

O livro está disponível para venda na sede da Fundação João Pinheiro (Alameda das Acácias, nº 70, São Luiz/Pampulha) e demais pontos de venda da Coleção Mineiriana.


Informações sobre venda: (31) 3448-9430 / coleção.mineiriana@fjp.mg.gov.br

Preço de capa: R$ 70

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

Informações para a imprensa: (31) 3448-9561 / 3448-9580

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Fundação João Pinheiro reedita obra rara sobre a história de Minas Gerais

Originalmente publicado em 1863, título é um marco da representação cartográfica do Estado


Resgatar a história mineira e ser um preciso instrumento de pesquisa sobre várias dimensões do passado do Estado. Esta é a proposta da reedição do livro Noções Geográficas e Administrativas da Província de Minas Gerais, organizada por Friedrich Renger, que será lançada pela Coleção Mineiriana, da Fundação João Pinheiro, na próxima quarta-feira, 10 de abril, às 19h, na Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1.466 - Centro).

Datada de 1863, a primeira edição da obra foi publicada por Henrique Gerber, engenheiro alemão a serviço do governo provincial. O documento foi um marco da fixação da representação cartográfica do Estado, sendo a segunda carta geográfica de Minas Gerais publicada na forma impressa e a primeira gravada em língua portuguesa.

Com apresentação do historiador Roberto Borges Martins, a reedição do livro é enriquecida por documentos iconográficos e cartográficos, particularmente pela Carta da Província de Minas Gerais.



Segundo a coordenadora da Coleção Mineiriana, Maria Marta Araújo, a obra é referência obrigatória para os pesquisadores atuais. “O livro e o mapa foram largamente utilizados em sua época por abordar de forma concisa os mais diversos aspectos da geografia e da vida social, econômica e administrativa da província de Minas Gerais. Dentro dos objetivos da coleção, esta obra contribui de forma sólida e permanente para o enriquecimento da história, da memória e da cultura do Estado e do Brasil”, afirma.

Projeto - Para participar deste projeto editorial da Coleção Mineiriana, Friedrich Renger resgatou o livro original em uma biblioteca alemã. O pesquisador é amante da história e está muito satisfeito com o resultado do trabalho. “Sou geólogo e o interesse pela mineração e cartografia histórica prenderam ainda mais minha atenção para estudar a trajetória de vida e realizações deste engenheiro. Após dois anos de consulta a arquivos e relatórios das províncias, pude ligar todas as pontas desta história e concretizar o estudo crítico”, explica.

A publicação foi preparada com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e colaboração do Arquivo Público Mineiro e Instituto Cultural Amilcar Martins, que cederam as imagens de seus acervos.

Coleção Mineiriana - Programa editorial iniciado em 1993 pelo Centro de Estudos de Políticas Públicas da Fundação João Pinheiro, a Coleção Mineiriana completa 39 títulos lançados com esta obra. Os livros que compõem a coleção são edições atualizadas de manuscritos inéditos dos séculos XVIII, XIX e XX, obras fundamentais de referência e de pesquisa, traduções de textos de viajantes inéditos em português, reedições revistas de obras clássicas e de raridades bibliográficas da historiografia mineira, além de estudos e ensaios sobre temas de importância para o conhecimento de Minas Gerais e do país.

O livro estará disponível para venda na sessão de lançamento e, a partir de 11 de abril, na sede da Fundação João Pinheiro (Alameda das Acácias, nº 70, São Luiz/Pampulha) e demais pontos de venda da Coleção Mineiriana.


Informações sobre venda: (31) 3448-9430 / coleção.mineiriana@fjp.mg.gov.br

Preço de capa: R$ 70

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A cidade e seus mapas


Algumas cidade criaram, ao longo da história, uma intensa relação entre o seu desenvolvimento territorial e a percepção desse movimento por seus artistas e cartógrafos.


Amsterdam é um grande exemplo dessa fecunda relação!

Essa relação é captada pela exposição Booming Amsterdam.



Booming Amsterdam

De aanleg van de grachten in de Gouden Eeuw

Het Stadsarchief Amsterdam presenteert van 15 februari t/m 26 mei 2013 de tentoonstelling Booming Amsterdam.



In 2013 bestaat de Amsterdamse grachtengordel vierhonderd jaar. Booming Amsterdam toont het hoe en waarom van de aanleg van de grachten aan de hand van authentieke documenten en kaarten. Veel van deze stukken zijn voor het eerst voor het publiek te zien, mede dankzij een aantal bijzondere bruiklenen. Een van de topstukken is de koperplaat van Nicolaes Visscher (1618–1679) met de plattegrond van Amsterdam omstreeks 1660. De gravure toont de stad op het hoogtepunt van de Gouden Eeuw, met een oningevulde strook voor de beoogde stadsuitbreiding aan de oostkant. Te zien zijn ook de ontwerpkaarten van de uitbreidingsplannen die bij de stadsbestuurders op tafel lagen en het perkamenten octrooi van de Staten van Holland waarmee Amsterdam toestemming kreeg voor de vergroting.

In de Gouden Eeuw groeide Amsterdam snel. Handel en scheepvaart op alle delen van de wereld leidde tot grote welvaart en een snelle aanwas van de bevolking. Dankzij de originele zeventiendeeeuwse ondertrouwregisters, bewaard op het Stadsarchief, wordt duidelijk dat de nieuwe Amsterdammers zelfs uit Angola, Brazilië en New York naar Amsterdam kwamen.

De explosieve bevolkingsgroei van Amsterdam leidde tot de twee ambitieuze stadsuitbreidingen van 1613 en 1663. De vogelvluchtkaarten van Balthasar Florisz (1625) en Jacob Bosch (1681) geven momentopnames van de uitbreidingen. Een spectaculaire digitale groeikaart toont de bezoeker in zes minuten de groei die de stad in de Gouden Eeuw doormaakte.

Aan de nieuw gegraven grachten kwamen ruim opgezette woonblokken met grote bouwkavels en diepe achtertuinen. Prenten en zeldzame architectuurtekeningen laten zien in welke huizen de nieuwe rijken aan de grachten woonden. Architecten van naam, zoals Philips Vingboons en Adriaen Dortsman, leverden daarvoor de monumentale ontwerpen.

De tentoonstelling opent met een spectaculaire groeikaart in de centrale hal van het Stadsarchief Amsterdam. In vijf minuten tijd ziet u hoe de stad Amsterdam de groei doormaakt van de twee grote stadsuitbreidingen van de Gouden Eeuw.

Booming Amsterdam
15 februari t/m 26 mei 2013

Stadsarchief Amsterdam
Vijzelstraat 32, 1017 HL Amsterdam

Openingstijden
Dinsdag – vrijdag 10-17, zaterdag – zondag 12-17.

Toegang
Volwassenen € 6
Kinderen 12-18, Stadspas, Pas 65+, CJP, Museumkaart € 4,
Kinderen onder 12, Vrienden Stadsarchief, Rembrandkaart, City Card gratis.
Stadsarchief Amsterdam is te bereiken met tram 16, 24 en 25 halte Keizersgracht.



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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
História da Cartografia: o mundo em imagens. Blog criado para ser um espaço de divulgação de pesquisas, eventos e curiosidades sobre a História da Cartografia no Brasil e no mundo. A ideia surgiu ao longo do desenvolvimento da pesquisa de mestrado, em história na UFMG.

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